domingo, novembro 28, 2004

Comme une image

Como uma imagem que não desaparece. Como um reflexo daquilo que fomos que não nos deixa pensar naquilo que podemos ser. Como tentáculos de mais uma prisão que nos envolve, tão doce como certeira. Tão desejada como receada. Como tudo isso, és tu. A última escolha.

Nas minhas escolhas de ti mesma nunca esteve presente o factor preferência; antes apenas o factor necessidade. Preciso de ti. Como vou precisando deste ar que me rodeia. Sai desse lugar que te dei, quando me ofereci ao teu sacrifício e mostra-me novamente todos aqueles motivos pelos quais sei que não te amo o suficiente, pela própria impossibilidade de o fazer. Nunca serás suficientemente amada, pois nunca te será feita justiça. Mas deixa-me tentar...

E ser novamente descobridor. Aventurar-me novamente nos teus meandros. Merecer mais uma vez o teu ser. E liberta-me desta impotência que a mim mesmo ofertei há tanto tempo já...